Fruto de uma negociação de mais de 20 anos, o acordo Mercosul – União Europeia é um dos grandes acontecimentos da política exterior atual. Mas, afinal o que ele significa? Entenda mais sobre este relevante assunto no seguinte artigo.

Após 20 anos de negociação, União Europeia e Mercosul firmaram acordo de livre comércio para bens, serviços, investimentos e compras governamentais (28/06).

Este é o segundo maior tratado assinado pelos europeus – perde apenas para o firmado com o Japão, segundo integrantes do bloco – e o mais ambicioso já acertado pelo Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Conforme o governo brasileiro, produtos agrícolas de grande interesse do nosso país terão suas tarifas eliminadas, como suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões, entre outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Os exportadores brasileiros também terão acesso preferencial para carnes bovina, suína e de aves, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.

Com a vigência do acordo, estima-se que aproximadamente 100% das exportações do Mercosul terão preferências para melhor acesso ao mercado europeu, incrementando significativamente os benefícios, que anteriormente abrangia apenas 24% do total exportado.

Do lado da União Europeia, o acordo vai retirar a maioria das tarifas de exportação para o Mercosul, tornando as companhias europeias mais competitivas ao economizar 4 bilhões de euros em impostos por ano, conforme o texto publicado pelos europeus no site da UE.

Os setores que mais se beneficiarão das reduções tributárias são veículos (-35%), roupas e sapatos (-35%), tecidos de malha (-26%), maquinaria (-14% a -20%), produtos químicos (até -18%) e farmacêuticos (até -14%). Chocolates e vinhos também terão redução nas tarifas de venda dos europeus para os sul-americanos.

Conforme Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, “é um ótimo prenúncio de novas medidas à frente, que se juntam às quedas de tarifas de importação de bens de capital e insumos intermediários que ajudarão a aumentar a produtividade da indústria nos próximos anos”.

Apesar do otimismo, haverá um calendário para que isso ocorra. Os europeus eliminarão mais rapidamente as tarifas, mas deverão manter cotas de importação para determinados produtos agrícolas. Para o Mercosul, pode levar uma década para que boa parte das alíquotas seja zerada.

Será mesmo?

Na quinta-feira (11/07), entretanto, o Parlamento Irlandês pressionou o governo do país para ser contrário ao acordo de livre comércio com o Mercosul. Apesar de ser um dos menores países do bloco e precisar de apoio das demais nações, a notícia preocupa o avanço das negociações.

Para piorar, um país de grande influência econômica também demonstra certa resistência. A França, por meio de sua porta voz Sibeth Ndiayeapós, alegou que o setor agrícola pode ser prejudicado pelas exportações do bloco sul americano. “Não posso dizer que hoje vamos ratificar o Mercosul (…) A França, no momento, não está pronta para ratificar”, encerrou o porta-voz.

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