Afinal, o que é a OCDE?

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) atua como uma organização para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas que orienta os países membros.

Essa organização também é conhecida como Clube dos Ricos, pois seus integrantes apresentam elevado PIB per capita e, também, elevados indicadores de desenvolvimento humano, representando cerca de 80% do comércio mundial e investimentos.

Para entrar no acordo, são necessárias a implementação de uma série de medidas econômicas liberais, como o controle inflacionário e fiscal. Em troca, o país ganha um “selo” de investimento que pode atrair diversos tipos de investimentos a nível internacional.

Quais os próximos passos para inserção do Brasil?

 Na última terça-feira (14), a embaixada dos Estados Unidos em Brasília divulgou uma nota na qual afirmou que o país apoia a entrada do Brasil na OCDE. “Os Estados Unidos querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de ascensão à OCDE”, informou a embaixada. A inflexão política na Argentina ajudou a acelerar o processo de apoio dos americanos à candidatura brasileira.

Já na última quinta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está “bastante adiantado” nos critérios para entrar na OCDE, “inclusive na frente da Argentina”. “São mais de cem requisitos para você ser aceito. Estamos bastante adiantados, equivale ao país entrar na primeira divisão”, disse o presidente.

Todavia, a participação na OCDE não é unanimidade, já que vários países importantes como China, Índia e Rússia não participam. A vantagem é que facilita investimentos externos, reformas internas e o comércio entre os países. A desvantagem, entretanto, é que nenhum dos chamados países ricos, ficou rico por praticar o que prega a OCDE, ou seja, o conceito de livre mercado.

 Quais seriam os benefícios para o Brasil e para nós, importadores e exportadores?

Podemos citar três grandes vantagens da adesão: aceleração das reformas e fortalecimento das instituições, transparência das fontes de liquidez que, atualmente enfrentam restrições para aplicar o dinheiro no Brasil e, consequentemente, permite a participação em acordos em outras esferas, além das conhecidas tarifas e cotas.

A entrada na OCDE traria um avanço expressivo para o país. Se inserir no grupo que responde pela maior parte do fluxo de negócios do mundo abre caminho para um enorme avanço na balança comercial, tanto de exportação quanto de importação. Se abrir comercialmente é o caminho para o tão desejado aumento da produtividade econômica no Brasil, indicador que segue estável desde os anos 80.

A continuidade deste ciclo permite, também, que o setor produtivo aumente sua especialização em atividades mais competitivas, o que abre caminho para uma maior inserção na cadeia global, resultando em mais crescimento a partir dos mesmos fatores de produção (mais produtividade).

Por fim, a entrada na OCDE exige que o país assuma compromissos para manter uma trajetória mais equilibrada na gestão fiscal. A expansão do gasto público, direcionado principalmente a pagamento de despesas pessoais, foi o grande freio da nossa economia nas décadas recentes e, talvez, nem tão recentes assim.

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